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Publicado em 12/01/2026

Pintura anticorrosiva de flares em unidades offshore: evolução, segurança e inovação

A manutenção anticorrosiva em ambientes offshore está entre os maiores desafios da indústria de óleo e gás. Exposição a atmosferas altamente agressivas, estruturas críticas, restrições operacionais e elevados requisitos de segurança tornam cada intervenção um exercício de engenharia, planejamento e inovação.

Ao longo das últimas décadas, esse cenário passou por transformações significativas, impulsionadas pela evolução tecnológica, pela busca por maior produtividade e, principalmente, pelo compromisso com a segurança das pessoas e a integridade dos ativos.

Como era feita a manutenção offshore no passado?

Historicamente, a manutenção de estruturas offshore sempre exigiu soluções robustas para acesso, tratamento de superfície e aplicação de revestimentos. Nas décadas de 1980 e 1990, por exemplo, o deslocamento até as plataformas podia levar de 6 a 8 horas por embarcação, com transferência de pessoas realizada por guindaste, em cestas suspensas. O tratamento de superfície era feito majoritariamente por jateamento abrasivo seco com alto impacto logístico e ambiental, não podendo esquecer do tratamento mecânico pontual (ST3).

Além disso, as tintas disponíveis à época apresentavam limitações importantes. Em áreas quentes, como flares, o uso de etil silicato de zinco-alumínio A N-2231exigia controle rigoroso de mistura (mistura constante) e um padrão elevado de preparação de superfície (mínimo Sa 2½). Já em áreas frias, os revestimentos de alta espessura disponíveis ainda não ofereciam o desempenho esperado em termos de durabilidade e produtividade. A tinta utilizada na época era o N-1195 com 120 micrometros por demão.

Esse cenário evidenciou a necessidade de evoluir não apenas em materiais, mas também em métodos construtivos, acesso, segurança e proteção.

O desafio crítico: pintura anticorrosiva de flares offshore

Entre os diversos pontos críticos de uma plataforma, o flare se destaca como uma das estruturas mais complexas para manutenção. Operando com temperaturas que podem chegar, nas áreas quentes, a 500 °C, o flare tradicionalmente exige intervenções durante parada de produção, o que implica em impactos significativos na operação e na produção da unidade.

Ao longo dos anos, soluções como o alpinismo industrial surgiram como alternativa aos andaimes convencionais, trazendo maior agilidade no acesso. No entanto, essa abordagem também revelou limitações importantes, como baixa produtividade (em média 1 a 1,5 m² por dia) e restrições na qualidade do tratamento de superfície. utilizava-se o padrão ST3 e na aplicação dos revestimentos a pintura era realizada com rolinho.

A partir dessa realidade, tornou-se claro que o futuro da manutenção offshore passaria por soluções capazes de unir acesso eficiente, segurança, produtividade e excelência técnica.

Segurança sem parar a produção

Hoje, a indústria avança para um novo patamar: a possibilidade de realizar manutenção anticorrosiva com o flare em operação, reduzindo a necessidade de paradas de produção. Essa transição só é possível graças à combinação de engenharia, novos métodos de acesso e tecnologias de proteção.

A Priner tem atuado diretamente nesse processo de evolução, investindo em soluções que priorizam a segurança das equipes e a eficiência operacional. Entre os destaques estão:

  • Acesso suspenso com sistemas como o Prinerdeck, que permitem maior estabilidade, produtividade e controle durante as atividades de pintura com menor POB;
  • Uso de mantas térmicas (Heat Shield), atualmente em fase de testes e implementação, projetadas para proteger os profissionais contra altas temperaturas e radiação térmica geradas pelo flare;
  • Métodos avançados de tratamento de superfície, como hidrojateamento WJ-2, jateamento abrasivo úmido (WAB-2) e seco (Sa 2½), adequados às exigências técnicas de cada área.

Essas soluções ampliam as possibilidades de execução segura, mesmo em condições extremas, e representam um avanço significativo na manutenção offshore.

Evolução contínua como compromisso

A trajetória da manutenção offshore é marcada por desafios constantes, mas também por avanços relevantes. A experiência acumulada ao longo dos anos, aliada ao investimento contínuo em inovação, aponta para um futuro com operações mais seguras, produtivas e sustentáveis.

A atuação da Priner no CCIPRA 2025 reflete esse compromisso: acompanhar as tendências do setor, contribuir tecnicamente para o debate e desenvolver soluções que atendam às demandas reais da indústria de óleo e gás.

Mais do que executar serviços, o foco está em construir, preservar, desenvolver e proteger, sempre com excelência técnica, treinamentos, proximidade com o cliente e responsabilidade com as pessoas e o meio ambiente. Clique para conhecer as soluções da Priner em Pintura Industrial e Proteção Anticorrosiva no ambiente offshore.

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